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"queira"

se não quiser, não diga
- a briga o dia adia e abriga.
fica a (ou à) vontade
(mas se quiser, não tarde)

eis-me, póstumo ex-tudo
(um estúpido ato mudo)
insistente tentativa 
de dissimular o alarde
seu olhar desmantelado
(o refri no porta-malas)
e esse carro abre alas
pruma onda se aprumar...

esse dedo serpenteia
na mão cálida estrangeira
"se quiser, não tarde"
- e se não quiser?

"queira".

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às vezes o coração que dorme levanta escala a garganta coas garra afiada e sai pela boca e eu não digo nada e me chamam de louca eu fico calada os calo na mão, a garganta inflamada, a má dicção, a fala embolada às vezes eu acho que fico engasgada com tanta emoção que encontro a troco de nada eu não sei se tô louca e se louca é ruim eu tô rouca de voz e tô fora de mim mas às vezes é certo sentir-se acuada que é tanto estilhaço que surge na estrada vou catando graveto com a mão e poeira com a sola do pé e um dia ainda dirão que o sujeito mais são é o louco que anda com fé

tripé

Fiquei com vontade de escrever pra salvar vida de ninguém além da minha Peguei a caneta e o papel - mentira, isso é romance Pousei os dedos sobre o teclado e teci uma Clave de Sol solta no branco tropecei no meu passo, caí do barranco Hoje eu manco.

transa

estranhe-se não estrague-me a mão graveto de estrada de chão expurgue-se abuse-me então emane sertão engano ser vão ser til ser trema sermão apresse a prece, pagão o modo de produção a grosso modo: o osso morde o cão o quatro a roda a tração me prova (o trânsito na contramão) me prende (polícia come ladrão) metralha- me traia me transa com a mão me entrega um tu és que eu te dou um te são.