Pular para o conteúdo principal

elle me dit

caricato rosto
que degusto mudo
mudo um traço ou outro
troco todo um mundo

triturados medos
me domesticaram
hoje é só coleira
sobre o meu pescoço

enforquei calado
um amor-esboço
um rascunho atado,
muito forte, o nó

desse meu poema
(só sobrou-se o pó)
disse ser problema
não rimar no fim

Comentários

  1. a rima é o de menos... e tudo o que vejo por aqui é encantador. correr o risco de se expressar como se quer é sempre algo admirável.

    (:

    ResponderExcluir
  2. Caramba, tou gostando daqui, viu!

    ;]

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

às vezes o coração que dorme levanta escala a garganta coas garra afiada e sai pela boca e eu não digo nada e me chamam de louca eu fico calada os calo na mão, a garganta inflamada, a má dicção, a fala embolada às vezes eu acho que fico engasgada com tanta emoção que encontro a troco de nada eu não sei se tô louca e se louca é ruim eu tô rouca de voz e tô fora de mim mas às vezes é certo sentir-se acuada que é tanto estilhaço que surge na estrada vou catando graveto com a mão e poeira com a sola do pé e um dia ainda dirão que o sujeito mais são é o louco que anda com fé

tripé

Fiquei com vontade de escrever pra salvar vida de ninguém além da minha Peguei a caneta e o papel - mentira, isso é romance Pousei os dedos sobre o teclado e teci uma Clave de Sol solta no branco tropecei no meu passo, caí do barranco Hoje eu manco.

transa

estranhe-se não estrague-me a mão graveto de estrada de chão expurgue-se abuse-me então emane sertão engano ser vão ser til ser trema sermão apresse a prece, pagão o modo de produção a grosso modo: o osso morde o cão o quatro a roda a tração me prova (o trânsito na contramão) me prende (polícia come ladrão) metralha- me traia me transa com a mão me entrega um tu és que eu te dou um te são.