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desp(ed)ida

os estrondos estão
prontos para
estourar
estalos tontos
tanto que nos
calamos
em sussurros, respiros
sorrisos, vícios
pontilhismo impressionista
que a gente precisa
em metonímia
acasos, pancadas,
socos, chutes,
um livro de poesia
min(h)a
- duas taças de
argentino
troglodita floral
sou xiita
de amor tal
que tardo no retorno
ao morno ninho
ao murmurinho
do meu endereço
porque o fogo etílico
da cafeína
me ensinou - em sina
a compensar
com pesar
uma ausência inata
de flores no meu jardim
de ímãs na minha
geladeira

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às vezes o coração que dorme levanta escala a garganta coas garra afiada e sai pela boca e eu não digo nada e me chamam de louca eu fico calada os calo na mão, a garganta inflamada, a má dicção, a fala embolada às vezes eu acho que fico engasgada com tanta emoção que encontro a troco de nada eu não sei se tô louca e se louca é ruim eu tô rouca de voz e tô fora de mim mas às vezes é certo sentir-se acuada que é tanto estilhaço que surge na estrada vou catando graveto com a mão e poeira com a sola do pé e um dia ainda dirão que o sujeito mais são é o louco que anda com fé

tripé

Fiquei com vontade de escrever pra salvar vida de ninguém além da minha Peguei a caneta e o papel - mentira, isso é romance Pousei os dedos sobre o teclado e teci uma Clave de Sol solta no branco tropecei no meu passo, caí do barranco Hoje eu manco.

transa

estranhe-se não estrague-me a mão graveto de estrada de chão expurgue-se abuse-me então emane sertão engano ser vão ser til ser trema sermão apresse a prece, pagão o modo de produção a grosso modo: o osso morde o cão o quatro a roda a tração me prova (o trânsito na contramão) me prende (polícia come ladrão) metralha- me traia me transa com a mão me entrega um tu és que eu te dou um te são.