Pular para o conteúdo principal

monálogo

Olha lá
- levanta o braço -
O Céu pedindo um compasso,
o pássaro vem e vai
e o vai-vém vence o vento,
vem subindo e cai

Olha aí - e sorri pro Sol
solta o cabelo e vira devagar -
E pára de rir! Não tem graça
(talvez só um pouquinho)!
Mas me abraça
que eu tô sozinho
e Gente me assusta que nem bicho...
Me tira daqui desse lixo
que cansei de passear

Já vou ficar sem ar
tô sentindo
tinindo trincar meu coração
e que horas são?

Já?

Vamo embora

Comentários

  1. podia ter um botão "curtir"
    que é bem mais fácil pra gente preguiçosa tipo eu rs

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

às vezes o coração que dorme levanta escala a garganta coas garra afiada e sai pela boca e eu não digo nada e me chamam de louca eu fico calada os calo na mão, a garganta inflamada, a má dicção, a fala embolada às vezes eu acho que fico engasgada com tanta emoção que encontro a troco de nada eu não sei se tô louca e se louca é ruim eu tô rouca de voz e tô fora de mim mas às vezes é certo sentir-se acuada que é tanto estilhaço que surge na estrada vou catando graveto com a mão e poeira com a sola do pé e um dia ainda dirão que o sujeito mais são é o louco que anda com fé

tripé

Fiquei com vontade de escrever pra salvar vida de ninguém além da minha Peguei a caneta e o papel - mentira, isso é romance Pousei os dedos sobre o teclado e teci uma Clave de Sol solta no branco tropecei no meu passo, caí do barranco Hoje eu manco.

transa

estranhe-se não estrague-me a mão graveto de estrada de chão expurgue-se abuse-me então emane sertão engano ser vão ser til ser trema sermão apresse a prece, pagão o modo de produção a grosso modo: o osso morde o cão o quatro a roda a tração me prova (o trânsito na contramão) me prende (polícia come ladrão) metralha- me traia me transa com a mão me entrega um tu és que eu te dou um te são.