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Starry Night

Taí, eu queria ser estrelas
Andar coberta de brilhantes,
iluminar o caracol
dos seus cabelos

Se não as sou, perfiro vê-las
assim de longe

Cantando muda
a canção aguda
do embriagado
Deitada num gramado fofo
de pé descalço
e cabeça cheia

Que quando eu vejo
esses pinguinhos de paz
no Céu escuro
eu quase não me seguro
e abro asa
- eu quero fugir de casa

pra te alcançar no Céu
Eu faço um aviãozinho de papel
e levanto vôo
e te encontro lá,
aqui, ali
em qualquer lugar

Comentários

  1. o céu é um belo ambiente
    para nos encontrarmos
    e voarmos
    sem asas mesmo
    quem precisa delas?
    se temos as penas
    o nanquim
    o papel
    o azul

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às vezes o coração que dorme levanta escala a garganta coas garra afiada e sai pela boca e eu não digo nada e me chamam de louca eu fico calada os calo na mão, a garganta inflamada, a má dicção, a fala embolada às vezes eu acho que fico engasgada com tanta emoção que encontro a troco de nada eu não sei se tô louca e se louca é ruim eu tô rouca de voz e tô fora de mim mas às vezes é certo sentir-se acuada que é tanto estilhaço que surge na estrada vou catando graveto com a mão e poeira com a sola do pé e um dia ainda dirão que o sujeito mais são é o louco que anda com fé

tripé

Fiquei com vontade de escrever pra salvar vida de ninguém além da minha Peguei a caneta e o papel - mentira, isso é romance Pousei os dedos sobre o teclado e teci uma Clave de Sol solta no branco tropecei no meu passo, caí do barranco Hoje eu manco.

transa

estranhe-se não estrague-me a mão graveto de estrada de chão expurgue-se abuse-me então emane sertão engano ser vão ser til ser trema sermão apresse a prece, pagão o modo de produção a grosso modo: o osso morde o cão o quatro a roda a tração me prova (o trânsito na contramão) me prende (polícia come ladrão) metralha- me traia me transa com a mão me entrega um tu és que eu te dou um te são.